O nosso Caminho de Santiago – dia 3

Dia 3 de Caminho de Santiago (O Porriño – Redondela). Podemos dizer que foi um percurso de altos e baixos… literalmente.Começámos o dia, ainda de noite, tomando um dos melhores pequenos-almoços desta aventura. Pagámos unicamente as bebidas, sendo os acompanhamentos (croissants, torradas, bolos, napolitanas, etc.) de graça. Dava para bem para 4 pessoas. O que sobrou levámos em sacos para o caminho. Para quem fizer o caminho, aconselhamos a tomar o pequeno-almoço na padaria (panaderia) “O Progreso”, junto à passagem de nível.

E lá seguimos caminho. A saída de Porriño é bastante industrial, por isso é necessária alguma atenção.

Depois dessa paisagem “humana” entrámos no percurso até Redondela. Mais parecia um normal percurso por entre pequenas aldeias das serras de Aire e Candeeiros, a caminho de Fátima. Mas rapidamente confirmámos que estávamos no Caminho de Santiago quando encontrámos um marco de referência a marcar a distância – faltam 100 km até Santiago.

Chegados a Pazo de Mos entramos no bar de aldeia “O Alpendre”, para o segundo pequeno-almoço, porque é necessária energia para continuar. A partir daqui o percurso foi a subir por terra batida, mas este até se fez bem. Difícil foi a descida, íngreme, em direcção ao destino final. Mas tanto nas subidas como nas descidas foi bem valorizada a utilização do bastão de madeira. Na nossa opinião os bastões de madeira são mais tradicionais e pessoais.

E surpresas houveram durante a caminhada. Uma delas foi quando já em Santiagiño iamos seguindo o caminho errado, não por falta de sinalização, mas por distração. Foi a ajuda de um senhor local que nos colocou novamente na rota (há anjos que aparecem no momento certo). Outra das surpresas que encontramos foi antes da pequena aldeia de Padrón, onde numa clareira do arvoredo encontrámos uma singela moça a tocar melodias com gaita-de-foles. É daqueles encontros que não esperamos, mas que nos enchem a alma e que nos arrepiam.

Chegámos finalmente a Redondela.

Ficámos no albergue “A Casa da Herba”. Edifício recuperado, wifi fraquinho, quartos duplos e camaratas, wc partilhado, aproveitámos para lavar e secar roupa e fizemos uma bela massada à bolonhesa na cozinha comum. Bastante acolhedor, sossegado, simpático e aconselhamos vivamente.

Sugestões:

– não perder o excelente pequeno-almoço na padaria (panaderia) “O Progreso” em Porriño;
– mais uma pequena localidade, Pazo de Mos, com um bar e loja de recordações onde menos se espera, “O Alpendre”;
– estadia na “A Casa da Herba” foi muito boa, mas o wifi é fraquinho;
– neste percurso o bastão é indispensável, ajuda bastante;
– é um percurso que serve de treino para os percursos seguintes;
– qualquer localidade tem supermercados. Aproveitem para fazer a vossa própria comida e comprem já pequeno-almoço para o dia seguinte e levar no caminho. Assim poupam bastante e ficam bem servidos.
E bon camiño.