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Projeto CAP

O nosso Caminho de Santiago – dia 2

Começámos o segundo dia da aventura (Tui – O Porriño), primeiro dia efectivo de caminhada. E assim a real aventura começa.

Apesar de algum barulho nas ruas e da estranheza da cama, a noite no albergue foi de descanso, permitindo assim recuperar forças para a caminhada de hoje no percurso estudado.

Iniciámos a caminha ainda era noite, cerca das 7 da manhã. Algo fresco, mas que ajuda a fazer muito bem a caminhada antes do calor que se possa apanhar já próximo do período do almoço. Também, sendo Outubro, não se espera temperaturas altas.

Aconselhamos a começar com calma e manter a mesma cadência no passo, assim não se torna sacrifício. Além disso o Caminho é para se viver e não para se correr.

O Caminho é como uma analogia à vida que tens. Presta atenção ao caminho que fazes… e verás a vida que vives.

Este percurso é um misto de estrada e campo, mas para nós foram bastante mais fáceis os percursos de campo. Os percursos de estrada são de longe mais estafantes, a nível mental. Os percursos no campo, cheios de arvoredo, riachos, veredas, pontes antigas de pedra… mais uma vez cenários de recuar aos tempos medievais.

Uma coisa importante no Caminho é irmos bebendo água e comendo. Tomar um bom pequeno-almoço, parando nos pequenos bares que nos vão aparecendo no percurso… alguns bastante agradáveis.

E o Caminho, nesta primeira etapa, sempre bem identificado.

Deixamos uma dica importante para esta primeira etapa. A cerca de 8,2 km após sair de Tui, numa pequenina localidade chamada Orbenlle, surgirá dois marcos indicativos do Caminho de Santigo, um (o da direita) indica seguimento por um troço de cerca de 6,5 Kms de uma recta de estrada que atravessa o polígono industrial de d’As Gándaras, troço bastante estafante e que tem feito sofrer a maioria dos caminhantes, o outro marco (o da esquerda) indica um troço complementar, bastante mais fresco, bonito, mais calmo e agradável de se fazer. Claro que optámos por seguir o caminho complementar e aconselhamos vivamente a quem quiser fazer o Caminho de Santiago. Não se vão arrepender.

Chegámos finalmente a Porriño com vontade de sossegar. A estadia aqui foi no “Albergue Camiño Português”, com um excelente atendimento e conforto bastante aceitável. Mais parece a casa da avó, mas recuperada e com mais quartos. Recomendamos, pela simpatia, limpeza e wifi. Só a localização, por estar mesmo junto à auto-estrada, pode não deixar a mente descansar à noite, mas se estivermos muito cansados, ou tivermos tampões para os ouvidos, isso fica resolvido.
Este tipo de albergues, ou hostels, podem ter quartos duplos, mas estão sempre equipados com camaratas, wc partilhados, salas de convívio, máquinas de lavar e secar a roupa e cozinhas, sendo assim possível ir às compras e fazer a nossa comida, sendo menos dispendiosa a nossa viagem. Além disso, este tipo de confortos permitem-nos conhecermos os outros peregrinos do Caminho de Santiago.

Sugestões:

– íamos pontualmente comendo frutos secos, pois são uma boa fonte de energia nestes casos, assim como bebendo água;
– antes de começarmos colocámos vaselina pelos pés, ajuda a hidratar e previne as fricções que podem provocar bolhas nos pés;
– fomos parando mais ou menos de hora a hora, cerca de 10 minutos, ou parávamos nos bares das pequenas localidades;
– na primeira localidade, a seguir a Tui, encontramos um excelente bar para tomar um segundo pequeno-almoço, o “Ponte das Febres”, sendo um daqueles pequenos ponto obrigatórios de paragem, para reconfortar o corpo e a barriga;
– um bastão, ou cajado, de madeira, é um utensílio indispensável para estas caminhadas, não esquecer.

Amanhã é outro dia.
E bom caminho!