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Projeto CAP

O nosso Caminho de Santiago – dia 1

O dia 1 da nossa aventura no caminho de Santiago de Compostela começa às 6:45 h da manhã a entrar no comboio de Olhão com destino a Valença.

Calmamente lá chegámos cerca de 8 horas depois. Talvez seja uma viagem mais difícil do que fazer os 18km de amanhã, na primeira etapa do caminho.
Chegámos a Valença a meio da tarde, aproveitando para conhecer a fortaleza, e claro, a belíssima paisagem do rio Minho, com a sua ponte internacional e do outro lado a cidade espanhola Tui.

Já em Tui vale bem a pena conhecer (na parte velha) a sua linda catedral e as suas casas em redor, todas construídas em granito. Faz-nos recuar no tempo e imaginar cenários de filmes de tempos medievais.

O Caminho de Santiago está muito bem sinalizado pelas suas placas e/ou setas de cor amarela. Nota-se que há um certo cuidado para que o Caminho seja realizado. Não há que enganar. Neste ponto do percurso, quem se quiser aventurar, não se vai perder.

No fim de um dia de viagem de comboio sabe bem sossegar e recuperar energias para o dia de amanhã. Ficámos num dos conhecidos albergues/hostels de Tui, o “Ideas Peregrinas”. Pequeno alberque com camaratas simples e quartos duplos, com possibilidade de reserva. Tratamento muito simpático, quartos limpos, decoração simples e moderna, sempre com cores amarelas. Muito acolhedor. Aconselho, para quem não tem problemas com casas de banhos partilhadas.
Mas também há muitos mais albergues a poucos metros deste, todos com a característica de serem em edifícios antigos (recuperados) em granito.

Sugestões:

– quem quiser comprar as tradicionais vieiras (conchas) de Santiago, ou bastões em madeira, aproveitem para o fazer em Tui pois são bem mais baratos. É só procurar nas pequenas lojas. Também há recordações, mas lembrem-se, vão carregá-las no Caminho. Lembrem-se, por vezes carregamos coisas desnecessárias, mesmo na nossa vida.

Foi um dia de viagens grandes, com lindas paisagens e com um bonito objectivo pela frente.

Ora assim seja, Bon Camiño!
(ou Ultreia e Suseia, como diziam os antigos).